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	<title><![CDATA[g1 > Educação]]></title>
	<description><![CDATA[Notícias sobre a educação no Brasil, o calendário dos vestibulares e do Enem, Guia de Carreiras e Teste vocacional]]></description>
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		<title><![CDATA[Ranking da educação: Brasil segue nas últimas posições no Pisa 2025 e fica atrás de seis vizinhos latino-americanos em matemática]]></title>
		<description><![CDATA[        Pillar Pedreira/Agência Senado
O Brasil repetiu em 2025 o desempenho que vem registrando desde 2015 no Pisa (sigla em inglês para Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), prova aplicada em 91 países e economias para avaliar alunos de 15 anos. 
Os dados foram divulgados nesta terça-feira (8) pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).
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Esta edição avaliou quatro áreas: ciências — o foco principal —, matemática, leitura e, pela primeira vez, resolução de problemas por meio de ferramentas computacionais. 
Como a prova digital é estreante, apenas as três primeiras podem ser comparadas com edições anteriores (VEJA ABAIXO O RANKING DESTE ANO).
E nessas três áreas, o desempenho do Brasil permaneceu estatisticamente estável em relação a 2022. As variações registradas ficaram dentro da margem considerada pela OCDE e, portanto, não indicam uma mudança significativa no desempenho.
➡️ ENTENDA: Esta edição do Pisa teve mais países e economias participantes: o total passou de 81, em 2022, para 91. Por isso, comparar apenas a posição no ranking entre uma edição e outra pode distorcer a leitura do desempenho, já que a entrada de novos participantes também altera a colocação dos países.
Essa estabilidade, no entanto, ocorre em um nível baixo. 43,8% dos estudantes brasileiros ficaram abaixo do nível mínimo de proficiência nas três disciplinas ao mesmo tempo, mais que o dobro da média da OCDE, de 19,7%. 
No outro extremo, apenas 1,8% dos brasileiros tiveram alto desempenho em pelo menos uma das áreas, contra 11,9% na OCDE.
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Desempenho do Brasil no Pisa
Arte g1/Igor Ramon
LEIA TAMBÉM: A epidemia de ansiedade com matemática no Brasil e no mundo revelada por estudo da OCDE
Desempenho dos alunos no Pisa
Arte g1/Igor Ramon
🔢MATEMÁTICA
É a disciplina mais crítica. Com 377 pontos, o Brasil ficou em 71º entre os 89 países com dados na área — atrás de seis vizinhos latino-americanos e empatado com o Líbano.
Na América Latina, o Brasil ficou atrás de Uruguai, Chile, México, Costa Rica, Peru e Colômbia. Já Argentina, Equador, El Salvador, República Dominicana, Paraguai e Guatemala tiveram notas menores.
Ranking mundial das notas em Matemática
Arte g1/Igor Ramon
🌳CIÊNCIAS
Ciências foi a área principal desta edição — a primeira vez desde 2015 que a disciplina recebe foco especial. Foi também onde o Brasil teve o melhor resultado relativo: 409 pontos, 67º lugar entre 90 países, empatado com o Azerbaijão e logo à frente de Jordânia e Peru.
Ranking mundial das notas do Pisa em Ciências
Arte g1/Igor Ramon
📖LEITURA
Com 408 pontos, o Brasil ficou em 52º entre 89 países, empatado com México e Albânia. É a área em que o país está mais próximo do resto do mundo.
A nota ficou dois pontos abaixo da registrada em 2022, mas, novamente, a diferença não é estatisticamente significativa.
Singapura liderou, com 535 pontos. Depois aparecem o conjunto de regiões chinesas de Pequim, Xangai, Jiangsu e Zhejiang, com 527; Taiwan, com 508; Japão, com 503; e Macau e Coreia do Sul, ambos com 501 pontos. 
Ranking mundial das notas em Leitura
Arte g1/Igor Ramon
Em resumo:
➡️ B-S-J-Z (China) e Singapura tiveram os melhores desempenhos gerais, e países e economias como Japão, Coreia, Estônia, Macau (China), Taipé Chinês e Reino Unido também ficaram entre os dez primeiros nas três áreas tradicionais do Pisa.
➡️ Entre os países e economias com resultado em cada área, o Brasil ficou em:
71º em matemática, com 377 pontos;
52º em leitura, com 408 pontos;
67º em ciências, com 409 pontos.
Na comparação com 2022, o país aparece 8 posições abaixo em matemática, 1 em leitura e 6 em ciências. A mudança no ranking, porém, não significa piora do desempenho: as notas brasileiras permaneceram estatisticamente estáveis nas três áreas, e a edição de 2025 teve mais participantes.
Histórico do país no Pisa
Arte g1/Bruna Azevedo
➡️ A queda no desempenho internacional não começou com a pandemia. A OCDE afirma que o enfraquecimento dos resultados já vinha de antes da Covid-19 e continuou em muitos sistemas de ensino.
➡️ Matemática segue como uma das áreas de maior preocupação. Na média dos países da OCDE, a nota caiu 22 pontos entre 2015 e 2025, o equivalente, segundo a organização, a pouco mais de um ano de aprendizagem.
➡️ Pela primeira vez, o Pisa também avaliou resolução de problemas com ferramentas computacionais. O Brasil marcou 406 pontos, abaixo da média da OCDE, de 500 pontos. A avaliação mede a capacidade de resolver problemas com recursos como modelagem e programação.  ]]></description>
		<category><![CDATA[G1]]></category>
		<date><![CDATA[08/09/2026]]></date>
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		<title><![CDATA[Quase metade dos alunos no Brasil usa chatbots de IA para estudar; índice é maior do que em países da OCDE]]></title>
		<description><![CDATA[        No Brasil, quase metade dos alunos usa IA para estudar
AP/Michael Dwyer, Arquivo
Enquanto o Brasil discute se o celular tem lugar na sala de aula, o chatbot de IA já entrou pela porta da frente. Segundo o Pisa 2025, divulgado pela OCDE nesta terça-feira (8), quase metade dos estudantes brasileiros de 15 anos usa ferramentas como o ChatGPT ao menos uma vez por semana para aprender.
📉 O que é Pisa? O Programa Internacional de Avaliação de Estudantes 2025 é uma avaliação aplicada a cada 3 anos para avaliar os conhecimentos dos estudantes em matemática, leitura e ciências.  Essa é a primeira vez que a pesquisa mede esse tipo de uso entre os alunos.
Segundo os dados, 48% dos estudantes no Brasil usam chatbot de IA ao menos uma vez na semana para aprender, contra contra 46% na média da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).
Uso de IA em sala de aula
Infográfico/Arte g1
Quando o assunto é uma pesquisa rápida sobre um tema novo, o brasileiro recorre à IA bem mais que a média da OCDE: são 40% dos estudantes, contra 31% no grupo. É o maior contraste entre todos os usos medidos pelo Pisa.
Resumir um texto que precisavam ler para a escola também é hábito comum — 31% dos brasileiros fazem isso com ajuda de IA, praticamente empatados com os 30% da média da organização.
🔴 Já na hora de redigir uma redação inteira, os alunos brasileiros usam menos IA que a média: 27%, contra 29% entre os países da OCDE. E 11% dizem nunca recorrer à tecnologia para nenhuma tarefa escolar — uma fatia pouco menor que os 14% da média do grupo.
LEIA TAMBÉM: 7 em cada 10 alunos de 15 anos no Brasil não sabem fazer contas de matemática simples, mostra Pisa
Leitura apressada
Para Ernesto Martins, pesquisador do centro de pesquisas Iede (Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional),  a análise chama a atenção para a análise sobre o uso de inteligência artificial no aprendizado e que são necessários estudos aprofundados. 
Martins explica que ainda não há como saber o impacto dessas ferramentas, mas chama a atenção para um dos pontos interessantes trazidos pelo Pisa 2025, que  é a identificação de um padrão de leitura apressada entre os estudantes. Alunos que respondem às questões da avaliação de forma muito rápida e superficial, sem se aprofundar no texto, e por isso erram respostas que exigiriam mais atenção.
O especialista pondera que esse comportamento pode estar relacionado ao contexto mais amplo de uso intenso de inteligência artificial.
"O mundo em que vivemos hoje, de inteligência artificial e leitura mais dinâmica — com redes sociais e outros aspectos —, pode estar impactando os leitores menos proficientes e ter um impacto global na aprendizagem, não só em leitura, mas em outras disciplinas também. O próprio relatório da OCDE discute isso, e acho que a gente precisa refletir sobre esse cenário", afirma Martins.  ]]></description>
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		<date><![CDATA[08/09/2026]]></date>
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		<title><![CDATA[g1 20 anos: Da escola pública à Medicina na USP — a história de quem não sabia que poderia chegar lá]]></title>
		<description><![CDATA[        g1 20 anos: Medicina para quem é da periferia
Angelica Toledo, de 37 anos, faz plantões como médica generalista em hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de São Paulo. Nascida e criada no extremo leste da capital, em Cidade Tiradentes, foi aprovada em 2018 na Universidade de São Paulo (USP), uma das mais disputadas do país.  
A trajetória de Angélica, contada agora dentro da série especial g1 20 anos, é também um retrato de tantas outras que o portal já registrou em duas décadas: as histórias de brasileiros que reescreveram suas vidas através da educação.
A paulista narra a própria jornada como se tivesse desrespeitado (da melhor maneira possível) um roteiro que parecia já desenhado para ela.
“É uma realidade travada ali, na vida de periferia: você vai terminar o ensino médio, arranjar um emprego e é isso. Eu não conhecia ninguém que tivesse feito Medicina. Era algo totalmente fora do meu universo.”
Em 2008, justamente para acelerar essa entrada no mercado de trabalho, começou um curso técnico em análises clínicas e emendou com outro, em saúde bucal. Foi quando se deu conta de dois fatos que pareciam inconciliáveis: 
a enorme defasagem de conteúdos que carregava após o ensino médio em escola pública;
o interesse em se aprofundar e fazer faculdade de Medicina. 
“Pelo menos na minha escola, a impressão que eu tinha é de que ia só passando [de ano], sem necessariamente estar aprendendo algo. No técnico, eu realmente precisava aprender para evoluir”, diz. “Os professores eram especialistas naquilo que estavam ensinando. Conversar com eles foi o que me fez decidir que iria prestar medicina.”
Foram anos de estudo, com um cronômetro psicológico piscando na tela, digamos assim. Primeiro, Angélica tentou conciliar o trabalho com as aulas noturnas do cursinho popular. Viu que não daria certo. Juntou dinheiro e passou a se dedicar exclusivamente aos estudos. Em um ano, sua nota na Fuvest na primeira fase subiu 20 pontos.
Era uma conquista importante, mas ainda insuficiente para levá-la à aprovação. E o cronômetro estava rodando. Cinco anos se passaram. Se ela não fosse aprovada, teria de voltar a trabalhar, porque as reservas financeiras já estavam no fim. E foi justamente quando o alarme estava para tocar que ela foi aprovada em Medicina na USP, bem antes de haver as atuais políticas de cota. 
“Mas era aquilo: eu estudava das 7 às 7 horas, durante todo o tempo em que a biblioteca estivesse aberta. Não era uma coisa saudável, mas foi o jeito que deu pra fazer. Se eu não passasse, teria de voltar a trabalhar. Teria de voltar à estaca zero”, conta. 
Ao ver seu nome na lista de aprovados da Fuvest 2018, o sentimento maior, segundo ela, foi o de alívio.
Angelica reflete sobre as dificuldades enfrentadas — defasagem deixada pela escola pública, necessidade de trabalhar, longas distâncias entre casa e faculdade —, mas conclui que a maior de todas, para alguém do seu perfil, é sequer poder sonhar em fazer Medicina.
“Falta acreditarem mais na gente, e não menos, cobrarem mais, e não menos. Falta despertarem o interesse, o sonho, o caminho. Alguém precisa dizer que existe faculdade pública, que dá para passar. Nossa realidade é muito baseada em ‘você não vai conseguir’”, diz.
Angelica foi aprovada em Medicina na USP
Arquivo pessoal
No começo do roteiro
Sonhando com vaga em Medicina, Ariel estuda sozinho e tenta recuperar o que não aprendeu na escola
Arquivo pessoal
Ariel, morador da zona rural de Euclides da Cunha, no interior da Bahia, tenta seguir a mesma trajetória: compensar o que lhe foi negado para, enfim, atingir o nível de conhecimento necessário para passar em Medicina. 
“A gente sempre soube que o curso de Medicina era restrito às elites. Pensei em desistir: sou ex-aluno de escola pública, caçula de cinco filhos e o primeiro a tentar entrar na universidade. Minha mãe é diarista, e meu pai, agricultor. Eles não são alfabetizados”, diz. “Mas quero me tornar um profissional de saúde para ajudar as pessoas da minha região.” 
Há cinco anos, o jovem estuda sozinho em casa, tentando recuperar o conteúdo que não aprendeu no ensino médio. 
“Até hoje, continuo lutando, né? Fiquei um ano e meio sem aula na escola, por causa da pandemia. Foi pouco proveitoso. Estou vendo alguns assuntos pela primeira vez só agora, no preparo para o Enem. Mas sei que estou chegando lá”, conta Ariel.
A decisão de cursar Medicina foi tomada em 2021, quando o avô do jovem adoeceu e precisou de cuidados constantes por oito meses. No isolamento do povoado Fazenda Desterro, a 18 km da sede do município rural, a responsabilidade pelos curativos ficou com o próprio Ariel. 
“Foi aí que percebi a importância de ter um profissional na família, principalmente em uma região onde a saúde não é tão acessível ou humanizada”, explica. 
No fim de 2026, ele prestará mais uma vez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), na expectativa de obter um resultado melhor. Nos primeiros anos fazendo a prova, ficou “muito, muito distante de conseguir”.
“Queria que houvesse mais vagas [em universidades públicas], para o acesso ser mais equilibrado, mais equânime. Mas é minha missão trazer esse jaleco para casa.”  ]]></description>
		<category><![CDATA[G1]]></category>
		<date><![CDATA[03/09/2026]]></date>
		<linkfoto><![CDATA[https://s2-g1.glbimg.com/i-HpIAVJolZRdWilh0XWrjETjFI=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/y/V/BlZC6hTo6crot7ztSd0Q/whatsapp-image-2026-08-18-at-14.57.01.jpeg]]></linkfoto>
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