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 	<title><![CDATA[valor > Brasil]]></title>
 	<description><![CDATA[As últimas notícias sobre PIB, inflação, mercado de trabalho, educação e saúde]]></description>
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 	 	<title><![CDATA[Setor de óleo e gás segue como principal motor para indústria naval do Rio, aponta Firjan]]></title>
 	 	<description><![CDATA[        A indústria de óleo e gás segue como a grande propulsora da indústria naval no Brasil e, consequentemente, no Rio de Janeiro. As oportunidades estão não apenas na construção de embarcações, mas também no de reparos e manutenção dos navios utilizados nas operações de apoio à produção de hidrocarbonetos, ainda muito concentradas no litoral fluminense. O Rio tem hoje 24 estaleiros, o que representa 49% do total do país e conta com 63% plataformas do tipo FPSO para produção de óleo e gás, ou 82% do total nacional. Os dados constam do "Panorama Naval no Rio de Janeiro 2026", divulgado nesta terça-feira (18) pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).
O documento aponta que o mercado naval emprega 181,4 mil empregos no país, dos quais 66 mil ficam no Rio. 
A Firjan destaca ainda que há novos mercados potenciais para a indústria naval do Rio. Com a iminente desativação de campos produtores de petróleo que passam por um declínio natural da produção ao longo dos anos, especialmente os da Bacia de Campos que já chegaram ao fim do ciclo de vida, as atividades de retirada da infraestrutura offshore e submarina — processo chamado de descomissionamento pela indústria — surgem com novas demandas para o mercado, bem como o desmantelamento ou revitalização de plataformas produtoras antigas.
“Outro mercado promissor é o de eólicas offshore, onde uma série de fatores coloca o Rio de Janeiro e sua indústria em posição de destaque para o desenvolvimento de novos projetos no país”, diz o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano.
O estudo da Firjan indica que há 1.034 possíveis aerogeradores mapeados, com potência de 15.509 megawatts. O Rio tem, segundo o documento, a terceira maior área mapeada do país. Neste sentido, a Firjan aponta que há oportunidades para os estaleiros no Rio na fabricação de estruturas, torres, cabos e outros equipamentos, assim como para o uso de embarcações especializadas e para formação de mão de obra para operação e manutenção das estruturas.
Em termos de riscos para o setor naval, a gerente geral de Petróleo,  Gás,  Energias e Naval da Firjan, Karine Fragoso, lembra que houve um ciclo de baixas demandas na indústria, causando a descontinuidade das encomendas.
“Com isso, perdemos uma parte considerável de nosso encadeamento produtivo naval. A indústria também perdeu para outros mercados boa parte dos trabalhadores qualificados, pela dificuldade em retê-los”, afirma.
Fragoso ressalta que o processo de recuperação do setor passa também por uma maior previsibilidade. “A questão do endividamento e dificuldade de acesso ao crédito por muitos estaleiros também faz parte do contexto, embora algumas ações recentes nesse sentido tenham contribuído para que eles consigam voltar a disputar novas obras e licitações. Importante também citar que a melhoria da infraestrutura marítima e condições de acesso a portos e estaleiros locais podem contribuir para mitigar os riscos para um mercado local mais competitivo”, afirma.  ]]></description>
 	 	<category><![CDATA[Brasil]]></category>
 	 	<date><![CDATA[18/08/2026]]></date>
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 	 	<title><![CDATA[Produtores do RS não conseguem linha emergencial]]></title>
 	 	<description><![CDATA[    Apesar da publicação da Medida Provisória 1.376/26, que abriu crédito e criou novas regras de renegociação para safras frustradas por eventos climáticos entre 2019 e 2025, o socorro ainda não chegou ao campo. Com negociações travadas nos bancos, o instrumento pouco aliviou a situação dos produtores gaúchos afetados pelas enchentes de 2024 e por quatro anos seguidos de estiagem. Editada em dia 15 de julho, a norma prevê taxas de juros entre 5% e 12% ao ano, a depender do perfil do agricultor.
Segundo um estudo da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), apenas 11,7% do saldo devedor dos agricultores gaúchos se enquadra na MP. Ou seja, dos R$ 93 milhões em dívidas avaliadas, apenas R$ 10,85 milhões atendem aos critérios da medida e poderão ter acesso à linha emergencial.
“Na época da enchente, em 2024, o BNDES criou uma linha que ajudou. Mas essa MP 1.376 não atende pessoas que assinaram outra linha de crédito para pagar a anterior, só se enquadra o produtor que tem financiamento atrasado. Quem tentou fazer a coisa certa não foi contemplado”, afirma Paulo Pires, vice-presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (Fecoagro-RS).
Caio Vianna, presidente da Cooperativa Agropecuária Júlio de Castilhos (Cotrijuc), diz que vários cooperados estão endividados, mas não se enquadram nas regras da medida provisória. Por isso, muitos decidiram abandonar áreas de menor produtividade e entregar aquelas arrendadas por falta de recursos para plantar.
Rodolfo Jordão, coordenador do ramo agropecuário da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), que participou das negociações para formulação da MP, fala que a entidade está monitorando a execução da medida, mas não pode fazer uma avaliação antes de três meses. “Ouvimos todas as cooperativas estaduais, o texto foi amplamente discutido e o publicado foi o possível para atender os produtores neste momento. Vamos precisar de tempo para avaliar como os resultados impactam lá na ponta”, argumenta.
Lucas Londero Scheffer, produtor de soja, trigo, aveia, nabo e canola na região central do Estado e cooperado da Cotrijuc, conta que sempre acessou o crédito rural, mas há um ano e meio está com o nome negativado e não consegue renegociar sua dívida. Ele é um dos produtores que não se encaixam na MP 1.376 porque seu caso está na Justiça.
“Tive quebra de safra e teria direito, comprovado com laudo técnico, de prorrogar a dívida em até cinco anos, mas as cooperativas de crédito não têm reconhecido esse direito do produtor. Exigem uma renegociação com juros maiores, que ninguém consegue pagar. Levei minhas contas para uma perícia independente, que identificou uma cobrança abusiva de até 40% a mais. Não aceitei e coloquei o banco na Justiça”, conta o agricultor.
Segundo Scheffer, a cooperativa ajuda na medida do possível com insumos e assistência técnica, mas, sem o crédito rural para custeio e investimento, teve que reduzir sua área plantada de 1.400 hectares pela metade e demitir três dos quatro funcionários.
Roque Baggiotto, que cultiva de 130 a 230 hectares de grãos em Júlio de Castilhos (RS), também está sem crédito rural há dois anos porque não conseguiu pagar um financiamento e não se enquadra na MP. Ele diz que, em mais de 30 anos como produtor, nunca viveu uma situação tão crítica e vai plantar apenas 100 hectares.
“Meu gerente me disse que, dos cem pedidos de produtores da cidade, apenas 25% se enquadram na medida, que só ajuda quem tem financiamento, mas não está negativado. Quem está atrasado, ou seja, quem realmente precisa do dinheiro, não consegue acessar a linha.”  ]]></description>
 	 	<category><![CDATA[Brasil]]></category>
 	 	<date><![CDATA[18/08/2026]]></date>
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 	 	<title><![CDATA[Entidades intensificam orientação para o El Niño]]></title>
 	 	<description><![CDATA[        Tornado no dia 28 de julho deixou um rastro de destruição na área rural de Giruá, no noroeste do Rio Grande do Sul
Portal Folha Agrícola
Às vésperas do Super El Niño, que tem 95% de chances de ocorrer entre outubro e dezembro, segundo a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos, trazendo chuvas intensas ao Sul do país e a áreas do Centro-Oeste, cooperativas agrícolas se preparam para intensificar o apoio aos associados. Orientações sobre prevenção, diversificação e adaptação estão entre as iniciativas adotadas.
A União das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária do Rio Grande do Sul (Unicafes) dá ênfase à adoção de medidas de conservação do solo, rotação de culturas, cobertura vegetal e manejo da água. Entre as principais diretrizes recomendadas estão práticas agroecológicas de baixa emissão de carbono, irrigação e armazenamento de água e plantio de sementes mais resistentes aos eventos extremos.
Para Gervásio Plucinski, presidente da entidade, que reúne 74 cooperativas e cerca de 80 mil famílias, o produtor precisa incorporar a gestão de riscos na rotina em três fases fundamentais: planejamento antes do plantio, monitoramento durante a safra e resposta após o evento climático.
No planejamento prévio, as orientações incluem avaliar riscos climáticos, escolher variedades mais resistentes e ajustar a época de plantio. Na safra, o cooperado deve acompanhar previsões do tempo, adotar técnicas de conservação de solo e água e manter o registro contínuo dos custos e atividades. Ocorrendo o evento extremo, o foco passa para documentação das perdas por laudos, acionamento da assistência técnica, da cooperativa e do seguro, além da busca por programas de renegociação e crédito emergencial. Na área financeira, a estratégia exige integrar crédito, seguro e assistência técnica.
“Não basta financiar a produção. É preciso financiar a adaptação da lavoura ao novo cenário climático”, resume Plucinski.
O Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul (Sistema Ocergs), que reúne 94 cooperativas do setor agropecuário no Estado, região seriamente atingida pelas mudanças climáticas, enfatiza a necessidade de aprimorar mecanismos de proteção ao solo. De acordo com Darci Pedro Hartmann, presidente no Sistema Ocergs, as cooperativas devem aliar medidas de proteção financeira e produtiva com ferramentas tecnológicas. “Temos que olhar para projetos de irrigação de grande porte e de adaptação agrícola. Precisamos reter água nas propriedades, até porque se houvesse um programa efetivo para isso não haveria tantas enchentes nas cidades”, afirma Hartmann.
Segundo ele, a proteção do solo é fundamental. “Hoje, o solo do Rio Grande do Sul está coberto com plantas, trigo e canola, produtos de uso comercial, que trazem melhor aderência à cobertura da terra. O que temos visto nos últimos 30 dias é que as chuvas não têm gerado impacto na erosão do solo, no Estado”, diz Hartmann.
Na Coopercitrus, cooperativa que reúne 43 mil produtores agrícolas, instrumentos financeiros vêm dando suporte aos produtores, segundo Mateus Kfouri Marino, presidente do conselho de administração. Entre eles, o seguro rural, “que ganhou muita relevância este ano”, conforme Marino, e o sistema de barter, operação em que o produtor rural troca parte de sua produção futura por insumos, sementes, fertilizantes ou maquinário.
Na vertente técnica, a Coopercitrus trabalha com sistemas que reduzem impactos climáticos, como a nutrição e a irrigação de precisão, usando a quantidade de água correta em função das características do solo. “Isso torna a lavoura muito mais resistente”, diz.
Alexandre Angonezi, diretor executivo da cooperativa Vinícola Garibaldi, observa que as iniciativas de mitigação às mudanças climáticas foram intensificadas neste ano. Fazem parte dessas ações o uso de plantas junto ao parreiral para cobertura do solo e o manejo da terra de modo que a área de plantio fique mais aberta, reduzindo a incidência de pragas.  ]]></description>
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 	 	<date><![CDATA[18/08/2026]]></date>
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